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A Prática Mediúnica no Espiritismo

Foto do médium Francisco Cândido Xavier psicografando uma mensagem

A Mediunidade.

Por definição, a mediunidade é a faculdade de um indivíduo de servir de intermediário entre os Espíritos desencarnados e nós que estamos encarnados. Todos nós temos em menor ou maior grau esta faculdade, mas, em alguns indivíduos ela é mais acentuada.

Os indivíduos que tem esta faculdade mais acentuada são denominados médiuns. Com sua contribuição ocorrem os fenômenos que atestam a sobrevivência do ser após a morte.

A causa da faculdade mediúnica.

A causa principal da mediunidade é que todos nós somos Espíritos e desta maneira todos temos a potencialidade de nos comunicar com outros Espíritos. O estado de Espírito encarnado não elimina esta potencialidade.

Conforme as disposições orgânicas, ela continua a se manifestar de forma mais ou menos intensa. A mediunidade pode se manifestar independentemente do indivíduo acreditar ou não nos Espíritos, de seu nível intelectual e mesmo de seu nível moral.

Ainda não são conhecidas quais são exatamente as condições orgânicas que atuam sobre a faculdade mediúnica. Há estudos que sugerem sua ligação com a glândula pineal. Este é um tema que tem sido abortado nos congressos das Associações Médico Espíritas e constitui um campo de estudo bastante promissor.

Como ela se manifesta no indivíduo.

De diversas maneiras e a qualquer momento da vida. O indivíduo passa a perceber realidades que as outras pessoas não percebem, passa a ser acompanhado de fenômenos que desafiam qualquer explicação material e, não tendo conhecimento a respeito da mediunidade, se sente muito confuso.

Dependendo do meio onde vive, a experiência pode ser bastante perturbadora, sendo considerado erroneamente anormal, perturbado mental ou endemoniado pelos seus familiares e vizinhos.

Como lidar com ela.

Não há outra forma senão aprender a conviver com ela, desenvolvendo-a através do uso adequado e cultivando o equilíbrio espiritual que permitirá lidar com os Espíritos de forma benéfica para si e para os demais.

A prática mediúnica não é exclusividade do Espiritismo. As religiões afro-brasileiras também a tem em seus fundamentos e, com outros nomes, ela aparece nos cultos de muitas outras religiões.

As pitonisas da antiguidade clássica, os profetas de todas as épocas e raças, os xamãs e curandeiros indígenas, os milagres das igrejas cristãs, são evidências de que a mediunidade é um fenômeno que se manifesta onde quer que o ser humano esteja presente.

A Mediunidade no Espiritismo.

A prática mediúnica no Espiritismo é considerada um compromisso assumido pelo indivíduo antes da sua reencarnação. Ela abre um leque imenso de possibilidades para o progresso espiritual e para a reparação de condutas erradas do passado. É tratada portanto como uma missão, que requer determinação e seriedade.

A partir do momento em que o indivíduo, em que se manifestam os sinais de mediunidade, é encaminhado a um centro espírita, ele passa por um processo que irá ajudá-lo a entender o que está ocorrendo e como lidar de forma adequada com a faculdade que possui.

O exercício da mediunidade no meio espírita não é uma profissão ou uma fonte de renda. Deve ser exercida de forma espontânea e gratuita em benefício do próximo.

Através dela são obtidas comunicações que consolam, educam, elevam e transformam vidas. Se comprova a sobrevivência do ser, se entendem as condições em que a continuidade da vida se dá, se estudam as consequências de nossos atos e as causas determinantes do nosso destino. Se respondem as perguntas do porquê da vida, se equaciona o problema do ser, do destino e da dor.

Um Ponto Fundamental para o Exercício da Mediunidade.

Todo fenômeno mediúnico, inclusive os de efeitos físicos, ocorre por intermédio do médium. A afinidade entre ele e os Espíritos comunicantes é fundamental para a qualidade da comunicação.

A mediunidade em si não depende da situação moral do médium, mas, o resultado das comunicações sim. Se o médium deseja atrair bons Espíritos, receber regularmente comunicações de cunho elevado, deve aprimorar continuamente a si mesmo. Não necessita ser perfeito, mas, precisa estar comprometido em buscar ser cada vez mais equilibrado, mais bondoso, mais paciente, mais útil para com o seu próximo.

As Reuniões Espíritas.

A mediunidade é praticada regularmente nas reuniões espíritas. Através dela se efetuam comunicações e tratamentos. Nas reuniões espíritas o recolhimento e a seriedade são essenciais para os resultados, pois o ambiente interfere profundamente na comunicação entre o médium e o espírito.

É necessário um ambiente homogêneo em torno do desejo do bem e do propósito de aprendizado para que os pensamentos se congreguem de forma a facilitar as comunicações. Ambientes hostis, com audiências com profundos conflitos emocionais ou mentais, geram condições negativas que obstaculizam as comunicações.

A analogia são as comunicações por rádio, a recepção de uma emissora em um ambiente sem interferências e ruídos eletromagnéticos é muito mais fácil de ser bem sucedida do que em um ambiente onde há fontes dissonantes interferindo com o sinal captado pelo aparelho receptor.

O Futuro da Mediunidade.

Pelo que tudo indica, a mediunidade existe desde os primórdios da humanidade e não há porque imaginar que não continuará existindo.

A mediunidade é uma faculdade que se aperfeiçoa com a prática. O entendimento de como se processam os fenômenos, quais suas causas e como atuar sobre elas, só contribui para o seu exercício. Quanto mais maduros estivermos com relação a este entendimento, mais e melhores serão os resultados.

Quanto mais a humanidade se aprimorar, melhores serão as condições para que, através da mediunidade, se manifestem bons Espíritos.

Assim, em termos gerais, o futuro da mediunidade é promissor. Com certeza, variarão as formas de comunicações, as práticas utilizadas para o desenvolvimento mediúnico e o próprio modo de realizar as reuniões, mas ela estará sempre presente.

Um Guia Essencial para Entender a Mediunidade.

Até hoje, o melhor trabalho para se entender a mediunidade, o guia essencial para o seu exercício seguro, é o Livro dos Médiuns, escrito por Allan Kardec.

Aliás, não só os médiuns devem estudá-lo, mas todo espírita tirará imenso proveito dele, entendendo como se processam as comunicações espíritas, como avaliá-las e qual a forma de organizar o exercício da mediunidade nas reuniões espíritas.

A propósito, Francisco Cândido Xavier é o melhor exemplo da prática da mediunidade de acordo com as diretrizes do Livro dos Médiuns.

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